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Marketing · 6 min

Entenda a diferença entre e-commerce e marketplace!

E-commerce é sua loja própria com domínio único e controle total da marca. Marketplace é um shopping virtual com tráfego pronto mas menos autonomia. A escolha ideal depende do estágio do negócio — muitas marcas lucrativas usam os dois canais simultaneamente.

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E-commerce é sua loja virtual própria com controle total sobre a marca, experiência do usuário e margem. Marketplace é uma vitrine dentro de uma plataforma maior que já tem público pronto, mas com alta concorrência e menos autonomia. Segundo a ABComm, 87% dos vendedores brasileiros que usam ambos os canais têm ticket médio 40% maior que os que operam em apenas um deles.

E-commerce é sua loja virtual própria com controle total sobre marca e experiência. Marketplace é vitrine dentro de uma plataforma maior com público pronto mas alta concorrência. A estratégia ideal combina os dois canais para maximizar alcance e margem.

E, quando você se depara com este momento, uma dúvida, certamente, logo vem à mente: qual é a diferença entre e-commerce e marketplace? Nós vamos explicar qual é a similaridade e a diferença entre ambos e esclarecer como você pode transformar um e-commerce em marketplace e quais as vantagens de um e-commerce vincular produtos em marketplaces.

Se interessou? Então, continue lendo este post para ficar por dentro do assunto e conseguir fazer uma escolha consciente!

Arraste para ver a tabela completa.

Comparação entre opções
CritérioE-commerceMarketplace
Controle da marcaTotal — layout, dados e experiência do usuário são seusLimitado — segue as regras da plataforma
TráfegoVocê constrói e paga por eleJá existe — mais de 150M de visitas/mês no Mercado Livre
MargemMaior — sem comissão, apenas custos fixosMenor — comissão de 11% a 16% por venda
ConcorrênciaIndireta — clientes só veem sua lojaDireta — ao lado de concorrentes na mesma página
Investimento inicialAlto — plataforma, design, pagamento, marketingBaixo — cadastro gratuito na plataforma

Quais são as diferenças entre e-commerce e marketplace?

De forma geral, podemos dizer que o e-commerce é uma loja on-line com domínio único ou um comércio virtual, como muitos o definem. Por outro lado, o marketplace é um mercado digital onde existem várias lojas agrupadas em um mesmo ambiente.

Para ficar mais fácil de compreender a diferença, pense, por exemplo, nas lojas físicas da sua cidade, em que cada comerciante possui o seu próprio estabelecimento, este seria o e-commerce do universo virtual. Agora, imagine o shopping onde existem várias lojas concentradas em uma mesma atmosfera.

Se você está se perguntando o que isso implica, de fato, no seu negócio, nós listamos as principais diferenças de abordagem, que variam de acordo com o componente em análise. Veja:

1. Investimento inicial

Enquanto no e-commerce você precisa contratar um sistema virtual a sua escolha para estruturar todo o site, desde o design ao sistema de pagamento, no marketplace o site fica responsável pela estruturação de layout, termos de uso, formas de pagamento e o restante dos detalhes, você só precisa se cadastrar na plataforma.

Por isso, se você deseja ter autonomia desde o início e quer desenvolver sua própria marca, a escolha pelo e-commerce é a mais acertada, por outro lado, se você pretende evitar dores de cabeça logo de cara, o marketplace pode ser a melhor opção.

2. Tráfego e relacionamento com o cliente

Outro fator a ser considerado é o alcance que a sua loja terá. Nesse sentido, optando pelo e-commerce, você precisará fazer o processo de vincular a campanha e isso requer um investimento considerável, que muitos empreendedores não possuem logo no início da atividade. O custo médio de aquisição de cliente (CAC) no e-commerce próprio varia entre R$ 30 e R$ 150 dependendo do nicho, exigindo planejamento de tráfego pago desde o primeiro mês.

Em contrapartida, o marketplace é uma plataforma já consagrada e, por isso, conta com o seu próprio tráfego que, diga-se de passagem, é muito bem consolidado. O Mercado Livre, por exemplo, recebe mais de 150 milhões de visitas mensais no Brasil — esse tráfego já existe e não precisa ser pago separadamente.

Todavia, no e-commerce o vínculo com o seu cliente pode ser muito mais direto e íntimo do que no marketplace e, pensando a longo prazo, esse é um fator que pode ser determinante ao negócio naquilo que toca a fidelização de clientes. Você detém os dados de compra, e-mail e comportamento — ativos que permitem remarketing personalizado e programas de fidelidade. No marketplace, esses dados ficam com a plataforma.

11 maiores empresas de e-commerce do Brasil para conhecer!

3. Implementação das opções de pagamento

Hoje, existe uma variedade de meios e formas de pagamento e a grande questão é que, cada vez mais, os consumidores têm gostado de ter opções variadas à sua disposição. Todavia, para ter essa ferramenta disponível no seu site, é necessário comprar o dispositivo que os implementa.

Dessa forma, ao escolher pelo e-commerce, você terá de adquirir esse mecanismo, diferentemente do marketplace em que as alternativas já estão disponíveis, o que você precisa pagar é uma taxa de administração.

4. Divulgação da loja por meio de marketing

Bem sabemos o quanto o marketing tem papel crucial no processo de vendas de todo empreendimento e com os mercados virtuais não seria diferente!

Assim, no e-commerce, toda a estratégia de marketing é de sua total responsabilidade e você assume 100% da autonomia para fazê-la como desejar, como preparar campanhas de descontos, mimos, programas de fidelidade e outros. Já no caso do marketplace, é o próprio site ao qual a sua loja está vinculada que toma conta da divulgação.

Assim, é muito comum que no marketplace a sua empresa não consiga alcançar um destaque significativo por conta desse fator. Pensemos no caso da Americanas, por exemplo: nela, existem várias empresas diferentes que vendem produtos, mas que pouco ganham destaque porque as pessoas acham que a comercialização é da própria Americanas.

Um e-commerce pode se transformar em um marketplace?

Sim, é plenamente possível que um e-commerce se transforme em marketplace! Para tanto será necessário adaptar toda estrutura do seu comércio virtual à plataforma do marketplace e ter um bom tráfego, considerando que estamos falando de um sistema muito mais robusto.

A Amazon é um dos maiores exemplos de e-commerce que se transformou em marketplace, em 2006, ao abrir a sua plataforma para que várias empresas comercializassem produtos.

Mas é preciso ter em mente a diferença dos papéis exercidos por ambos segmentos, enquanto no e-commerce você se dedica a vender e atender os clientes, no marketplace você será um intermediador entre lojistas e consumidores.

Quais as vantagens de um e-commerce vincular produtos em marketplaces?

Outra alternativa válida é você fazer uma integração de produtos em marketplace e, dessa forma, também comercializar os itens da sua loja em um espaço maior com muito mais visibilidade. Assim, você mantém o seu e-commerce ativo e, simultaneamente, vende no shopping virtual.

O que precisa ser feito é a escolha de um marketplace, a realização do cadastro e a assinatura de contrato. Lembrando que cada marketplace conta com regras próprias.

Nesse sentido, as principais vantagens são:

  • Há várias empresas e uma acaba ajudando a outra, uma vez que os produtos e promoções atraem diversos consumidores para a plataforma;

  • Existe a multiplicidade de meios de comercialização dos seus produtos na internet, o que fomenta o alcance de mais consumidores;

  • A sua empresa aumenta a credibilidade e tem a oportunidade de ganhar reconhecimento.

Para maximizar os dois canais, use o marketplace como canal de aquisição e o e-commerce como canal de retenção. Redirecionar clientes do marketplace para sua loja própria — oferecendo benefícios como desconto na segunda compra ou acesso a promoções exclusivas — é uma estratégia que combina o volume do marketplace com a margem e o relacionamento do e-commerce.

Bem, agora que você já sabe a diferença entre e-commerce e marketplace, entende que é possível viabilizar a transformação entre eles e vender produtos do seu e-commerce em um marketplace, você já consegue fazer a escolha de qual deles optar de modo muito mais assertivo e consciente. Para uma visão completa, veja também nosso guia sobre omnichannel em e-commerce.

Se você ainda tem dúvidas sobre como iniciar, especialmente no e-commerce, não deixe de considerar a relevância de uma consultoria para e-commerce! Então, acesse o link e confira o nosso post sobre o tema. Até mais!

Checklist para escolher entre e-commerce e marketplace

  • Defina o orçamento disponível para investimento inicial
  • Avalie se seu público-alvo já frequenta algum marketplace específico
  • Calcule a margem de lucro considerando as comissões do marketplace
  • Planeje uma estratégia omnichannel: marketplace + e-commerce próprio
  • Prepare a marca para omnichannel — identidade visual, catálogo e atendimento consistentes
  • Configure Google Analytics 4 no e-commerce para rastrear conversões
  • Estabeleça metas de vendas para cada canal separadamente
YS

Yedo Stuani

Co-fundador da YAV

Co-fundador da YAV. Desde 2018, opera canais digitais de venda com foco em execução documentada, visibilidade real e continuidade — sem promessa vazia.

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Perguntas frequentes

Perguntas frequentes

Qual a principal diferença entre e-commerce e marketplace?

No e-commerce, você é o dono da loja, do domínio e da marca — controla tudo, desde o layout até as estratégias de marketing. No marketplace, você vende dentro de uma plataforma de terceiros (como Mercado Livre ou Amazon), que já tem tráfego, infraestrutura e pagamento prontos, mas cobra comissão por venda.

É melhor começar com e-commerce ou marketplace?

Para quem tem orçamento reduzido e quer validação rápida, o marketplace é a melhor opção inicial — o tráfego já existe. Para quem busca autonomia, fidelização de cliente e margem maior, o e-commerce próprio é o caminho. O ideal é começar no marketplace para validar e depois migrar para o e-commerce.

Posso vender nos dois ao mesmo tempo?

Sim, e essa é a estratégia mais inteligente. Vender em marketplaces gera volume e visibilidade, enquanto o e-commerce próprio traz margem melhor e dados de clientes. Use o marketplace como canal de aquisição e o e-commerce como canal de retenção e fidelização.

Quanto de comissão os marketplaces cobram?

A comissão varia por plataforma e categoria: Mercado Livre cobra entre 11% e 16%, Amazon entre 8% e 15%, Shopee entre 10% e 14%. Além da comissão, há taxas de frete, destaque e publicidade. No e-commerce, você paga apenas hosting, gateway de pagamento e ferramentas — a margem líquida é significativamente maior.

Um e-commerce pode virar marketplace?

Sim. A Amazon começou como e-commerce puro e se tornou marketplace em 2006. No Brasil, empresas como Magazine Luiza e Americanas seguiram o mesmo caminho. Para isso, é necessário ter tráfego consistente, infraestrutura logística robusta e um modelo de comissão atrativo para lojistas parceiros.

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